Estudo dos fósseis

•maio 13, 2009 • Deixe um comentário

É considerado fóssil qualquer indício da presença de organismos que viveram em tempos remotos da Terra.

As partes duras do corpo dos organismos são as mais frequentemente conservadas nos processos de fossilização, mas existem casos em que a parte mole do corpo também é preservada. Dentre esses casos, podem-se citar os fósseis congelados, como o mamute encontrado na Sibéria do Norte, e os fósseis de insetos encontrados em âmbar. No caso dos insetos, aqueles que eram recobertos pela resina pegajosa eliminada pelos pinheiros morriam. A resina endurecia transformando-se em âmbar, e o inseto ali contido era preservado com detalhes de sua estrutura.

Também são consideradas fósseis impressões deixadas por organismos que viveram em eras passadas, como pegadas de animais extintos, e impressões de folhas, penas de aves extintas e da suprefície da pele de dinossauros.

Mas como acontece a fossilização?

De um modo geral, os organismos são completamente destruídos após a morte e em um determinado espaço de tempo, processo este que se designa por decomposição.

Estes são decompostos pela ação combinada de:

organismos decompositores (geralmente micoorganismos);

agentes físicos (alterações de pressão e temperatura) e

agentes químicos (dissoluções, oxidações, entre outros).

Por vezes, os restos orgânicos ficam rapidamente envolvidos num material protetor que os preserva do contato com a atmosfera, da água, do mar e da ação dos decompositores.

Este processo é raro (acontece em menos de 1% das situações), complexo e geralmente só as partes duras (troncos, conchas, carapaças, ossos e dentes) fossilizam. Na fossilização os compostos orgânicos que constituem o organismo morto são substituídos por outro mais estáveis nas novas condições. Estes podem ser calcite, sílica, pirite, carbono, entre outros.

A fossilização é um processo muito lento e complexo Tem um vídeo muito simples e divertido (pena que é em inglês) que nos ajuda a enternder:

Recaptulando, são muito convenientes duas condições:

Que o organismo possua partes duras!

Que ocorra um enterramento rápido por sedimentos finos que interrompa a decomposição!

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De acordo com as condições do ser vivo e do meio, podem ocorrer diversos tipos de fossilização.

Podemos classificar, simplificadamente, estes processos em três grupos:

Moldagem – as partes duras dos organismos acabam por desaparecer deixando nas rochas as suas marcas (impressões)

Mineralização – os materiais originais que compõe o ser vivo são substituídos por outros mais estáveis.

Conservação – o material original do ser vivo conserva-se parcial ou totalmente nas rochas ou em outros materiais.

Impressão de folhas em sedimentos

Impressão de folhas em sedimentos

Molde interno de Gastrópode

Molde interno de Gastrópode

Trilobite fóssil denotando-se uma elevada perfeição

Trilobite fóssil denotando-se uma elevada perfeição

Troncos de árvores mineralizados

Troncos de árvores mineralizados

Em alguns casos excepcionais conservam-se organismos completos. Estas situações  ocorrem quando os seres ficam incluídos em materiais que os preservam do contato com o ambiente (em especial dos microorganismos). São exemplos destes materiais o petróleo, a resina (âmbar) e o gelo (neve)

Garra de ave (Moa) com partes moles preservadas. A preservação ocorreu no interior de uma gruta com atmosfera seca e estéril

Garra de ave (Moa) com partes moles preservadas. A preservação ocorreu no interior de uma gruta com atmosfera seca e estéril

Mamute preservado em gelo descoberto na Sibéria. O gelo interrompe a atividade dos micoorganismos decompositores e retarda a decomposição físico-química

Mamute preservado em gelo descoberto na Sibéria. O gelo interrompe a atividade dos micoorganismos decompositores e retarda a decomposição físico-química

Flor do Miocénico excepcionalmente preservada em sedmentos finos (Folrissant, Colorado, EUA)

Flor do Miocénico excepcionalmente preservada em sedmentos finos (Folrissant, Colorado, EUA)

Mosquito preservado em âmbar. O âmbar isola o organismo do contato como exterior.

Mosquito preservado em âmbar. O âmbar isola o organismo do contato como exterior.

Borboleta preservada em sedimentos finos. É notável o grau de conservação de quase todo o organismo. Miocénico de Florissant, Colorado, EUA

Borboleta preservada em sedimentos finos. É notável o grau de conservação de quase todo o organismo. Miocénico de Florissant, Colorado, EUA

A importância do estudo dos fósseis para a evolução está na possibilidade de conhecermos organismos que viveram em épocas remotas da Terra e muitas vezes sob condições ambientais distintas das encontradas atualmente, o que pode nos fornecer indícios de seu parentesco com as espécies animais.

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Órgãos vestigiais

•maio 13, 2009 • Deixe um comentário

Órgãos vestigiais são aqueles que em algum organismo são de tamanho reduzido e geralmente não tem função, mas que em outros organismos são maiores e exercem função definida. A importância evolutiva desses órgãos vestigiais é a indicação de parentesco evolutivo.

Um exemplo bem conhecido de órgão vestigial no ser humano é o ceco e o apêndice vermiforme (ou apêndice cecal). Nos mamíferos roedores, o ceco é uma estrutura bem desenvolvida, onde o alimento parcialmente digerido é armazenado e a celulose, abundante nos vegetais ingeridos, é degradada pela ação de bactérias especializadas. Em alguns desses animais, como o coelho, o ceco apresenta uma extremidade final mais estreita denominada apêndice, que corresponde ao apêndice vermiforme (apêndice cecal) humano.

Esquema de segmentos do intestino de coelho e de ser humano. (Estruturas representadas na mesma proporção)

Esquema de segmentos do intestino de coelho e de ser humano. (Estruturas representadas na mesma proporção)

Por homologia com órgãos de outras espécies, é possível inferir em muitos casos a função que foi exercida no passado por estes órgãos na linhagem do organismo em questão.

ÓRGÃOS VESTIGIAIS NOS SERES VIVOS

Como órgãos vestigiais, podem ser citados:

  • Resquícios de ossos e tecidos de membros em serpentes e lagartos ápodos, que podem ser em algumas espécies observados externamente, como é o caso de um dedo rente ao corpo de algumas cobras próximo à região da cloaca.
  • Asas sem capacidade de vôo ou qualquer outra função essencial à sobrevivência em diversas formas de insetos, por exemplo em percevejos de cama.
  • Ossos de membros posteriores internos em baleias.
  • Nervuras principais (de folha) em carpelos (estruturas de ovário) de diversas plantas.
  • Olhos ou estruturas oculares em diversas espécies cegas cavernícolas ou residentes em outros ambientes afóticos, como peixes, cecílias (cobras-cegas), e a toupeira do deserto da Namíbia.

ÓRGÃOS VESTIGIAIS NO SER HUMANO

  • Dentes do siso são órgãos vestigiais com crescimento tardio que além de não terem função podem trazer diversas complicações à dentição (o que também é um problema para os proponentes do Projeto (Design) Inteligente).
  • Músculos extrínsecos do pavilhão auricular, que permitem a algumas pessoas moverem suas orelhas.
  • Membrana nictitante. Um ancestral comum às aves e os mamíferos tinha uma membrana para proteger o olho e varrer os resíduos para o exterior. Humanos conservam só um pequena prega no canto interior do olho.
  • Músculo subclávio, um pequeno músculo situado abaixo do ombro, que vai desde a primeira costela até a clavícula, poderia ser útil se os humanos ainda caminhassem de quatro. Algumas pessoas têm um, outras não têm nenhum, e alguns poucos têm os dois.
  • Músculo palmar, um músculo longo e estreito que percorre o cotovelo até o pulso e já não existe em 11% dos humanos modernos. Ele deve ter sido muito importante para pendurar-se e escalar. Os cirurgiões aproveitam este músculo para empregá-lo em cirurgia reconstrutiva.
  • Pelagem corporal. As sobrancelhas evitam que o suor caia nos olhos, e a barba masculina poderia ter algum papel na seleção sexual, mas aparentemente, a maior parte do cabelo restante no corpo humano não tem nenhuma função.
  • Músculo plantar. Com freqüência confundido com um nervo pelos estudantes novatos de medicina, este músculo foi útil para outros primatas, que o usavam para agarrar objetos com os pés. Já desapareceu de 9% da população humana.
  • Décima terceira costela. Nossos parentes mais próximos, os chimpanzés e gorilas, contam com um jogo extra de costelas. A maioria de nós temos 12, mas 8% dos adultos ainda contam com um par a mais.
  • Cóccix, o osso da extremidade inferior da coluna vertebral. Nossos ancestrais hominídeos perderam o rabo bem antes de começar a andar. O que sobrou é o cóccix, um conjunto de três a cinco vértebras fundidas no fim da coluna dorsal. Sua única função é ajudar a manter os músculos da região estruturados, mas sua remoção não prejudica o paciente.

OBS: só pra dá uma descontraída…vamos ver um vídeo sobre o pensamento evolucionista…rsrs

Evidências evolutivas

•maio 13, 2009 • Deixe um comentário

Até meados do século XIX defendia-se que as espécies eram imutáveis, princípio chamado fixismo. (fixismo era uma doutrina ou teoria filosófica bem aceita no século XVIII. O fixismo propunha na biologia que todas as espécies foram criadas tal como são por poder divino, e permaneceriam assim, imutáveis, por toda sua existência, sem que jamais ocorressem mudanças significativas na sua descendência. Um dos maiores defensores do fixismo foi o naturalista francês Georges Cuvier). Somente a partir do início do século XX a evolução passou a ser mais aceita, e é hoje considerada o eixo central da Biologia.

O fixismo passou a ser contestado primeiramente por Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829), e depois por Charles Darwin (1809-1882) e Alfred Russel Wallace (1823-1913)

Vamos a algumas evidências que foram importantes no desenvolvimento das idéias sobre evolução e outras que têm sido usadas mais recentemente para entender esse processo.

HOMOLOGIA E ANALOGIA

A teoria evolutiva apresenta argumentos fortemente corroborados pelo estudo comparativo dos organismos, sejam fósseis ou atuais.

No estudo comparado dos seres vivos deparamo-nos com estruturas semelhantes em diferentes espécies. Essas semelhanças podem ser por analogia ou por homologia.

Estruturas análogas (órgãos análogos) são as que se assemelham simplesmente por exercerem a mesma função, mas que não possuem a mesma origem embrionária. são compostas também por tecidos diferentes Esse tipo de semelhança não é usado nos estudos que visam estabelecer relações de parentesco evolutivo.

Esquemas de estruturas análogas.

Esquemas de estruturas análogas.

São análogas por exemplo, as asas das aves e as dos insetos: ambas desempenham a mesma função, que é o vôo, mas não são derivadas das estruturas presentes em um ancestral comum exclusivo entre aves e insetos.

As estruturas análogas são fruto do que se chama evolução convergente (ou convergência evolutiva), que é um fenômeno evolutivo observado em seres vivos quando estes desenvolvem características semelhantes de origens diferentes (ou análogas). Este fenômeno está associado à seleção natural, onde mutações que geram alterações morfológicas propícias a determinado ambiente são selecionadas em detrimento de outras menos adequadas. Desta forma, seres vivos que compartilhem o mesmo habitat, ou mesmos hábitos de vida, podem desenvolver estruturas similares que os tornam capazes de sobreviver àquelas condições.

Um exemplo famoso de convergência evolutiva é a forma do corpo de golfinhos, ictiossauros e peixes. Ambos são animais marinhos dotados de nadadeiras e barbatanas. Porém, os golfinhos são mamíferos, cujo ancestral direto era dotado de membros adaptados ao meio terrestre, enquanto os peixes possuem ancestrais marinhos, cujas nadadeiras são fruto de um longo processo de construção a partir de um modelo de corpo vermiforme sem membros articulados. Portanto, apesar de apresentarem estruturas semelhantes, elas tiveram origens muito diferentes, e foram selecionadas por serem formas muito apropriadas à natação.

Golfinhos e outros seres aquáticos - forma de corpo vemiforme ideal para nadar mesmo sendo um mamímefo.

Estruturas homólogas são aqueles que possuem a mesma origem embrionária e desenvolvimento semelhante em diferentes espécies, embora em alguns casos possa exercer funções diferentes em diferentes espécies, como os membros anteriores de vertebrados terrestres: o braço do ser humano, as asas de um morcego, a nadadeira de uma baleia e a pata dianteira de um cavalo.

evolucao-dos-seres-vivos25

Existem, no entanto, estruturas homólogas que também estão adaptadas a uma mesma função. É o caso das nadadeiras anteriores das baleias e dos golfinhos, ambos mamíferos com os membros anteriores modificados para a vida em ambiente aquático.

Nos estudos de relações de parentesco evolutivo devem ser considerados apenas caracteres homólogos. Esses caracteres podem corresponder a duas condições: à condição primitiva, que ocorre no grupo ancestral, ou à derivada, que equivale a uma modificação da forma primitiva e cocorre em um ou mais grupos de organismos derivados desse ancestral.

Bem vindo alunos do André Avelino – Introdução ao conteúdo de Biologia do 3º ano

•maio 13, 2009 • 1 Comentário

Galera, primeiramente quero informar que os tópicos e postagens aqui feitos neste blog serão na ordem em que as matérias irão sendo aplicadas no livro “Biologia” da Sônia Lopes, geralmente os assuntos serão mostrado de formas amplas dependendo do tema ok?

Então iremos primeiramente começar com o conteúdo de evolução que será o assunto dentro de sala de aula, e as postagens atrasadas (a parte de ecologia) será postada posteriormente, após isso os temas seguem a sequência de dentro da sala de aula.

O objetivo desse blog é tratar de forma mais ampla os assuntos dados em sala de aula, com meios mais interativos e tratados com o que possívelmente ajudará e muito no aprendizado em sala, assim como em fontes de pesquisa, e por último mas não menos importante uma ótima fonte de estudo para o vestibular.