Estudo dos fósseis

É considerado fóssil qualquer indício da presença de organismos que viveram em tempos remotos da Terra.

As partes duras do corpo dos organismos são as mais frequentemente conservadas nos processos de fossilização, mas existem casos em que a parte mole do corpo também é preservada. Dentre esses casos, podem-se citar os fósseis congelados, como o mamute encontrado na Sibéria do Norte, e os fósseis de insetos encontrados em âmbar. No caso dos insetos, aqueles que eram recobertos pela resina pegajosa eliminada pelos pinheiros morriam. A resina endurecia transformando-se em âmbar, e o inseto ali contido era preservado com detalhes de sua estrutura.

Também são consideradas fósseis impressões deixadas por organismos que viveram em eras passadas, como pegadas de animais extintos, e impressões de folhas, penas de aves extintas e da suprefície da pele de dinossauros.

Mas como acontece a fossilização?

De um modo geral, os organismos são completamente destruídos após a morte e em um determinado espaço de tempo, processo este que se designa por decomposição.

Estes são decompostos pela ação combinada de:

organismos decompositores (geralmente micoorganismos);

agentes físicos (alterações de pressão e temperatura) e

agentes químicos (dissoluções, oxidações, entre outros).

Por vezes, os restos orgânicos ficam rapidamente envolvidos num material protetor que os preserva do contato com a atmosfera, da água, do mar e da ação dos decompositores.

Este processo é raro (acontece em menos de 1% das situações), complexo e geralmente só as partes duras (troncos, conchas, carapaças, ossos e dentes) fossilizam. Na fossilização os compostos orgânicos que constituem o organismo morto são substituídos por outro mais estáveis nas novas condições. Estes podem ser calcite, sílica, pirite, carbono, entre outros.

A fossilização é um processo muito lento e complexo Tem um vídeo muito simples e divertido (pena que é em inglês) que nos ajuda a enternder:

Recaptulando, são muito convenientes duas condições:

Que o organismo possua partes duras!

Que ocorra um enterramento rápido por sedimentos finos que interrompa a decomposição!

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De acordo com as condições do ser vivo e do meio, podem ocorrer diversos tipos de fossilização.

Podemos classificar, simplificadamente, estes processos em três grupos:

Moldagem – as partes duras dos organismos acabam por desaparecer deixando nas rochas as suas marcas (impressões)

Mineralização – os materiais originais que compõe o ser vivo são substituídos por outros mais estáveis.

Conservação – o material original do ser vivo conserva-se parcial ou totalmente nas rochas ou em outros materiais.

Impressão de folhas em sedimentos

Impressão de folhas em sedimentos

Molde interno de Gastrópode

Molde interno de Gastrópode

Trilobite fóssil denotando-se uma elevada perfeição

Trilobite fóssil denotando-se uma elevada perfeição

Troncos de árvores mineralizados

Troncos de árvores mineralizados

Em alguns casos excepcionais conservam-se organismos completos. Estas situações  ocorrem quando os seres ficam incluídos em materiais que os preservam do contato com o ambiente (em especial dos microorganismos). São exemplos destes materiais o petróleo, a resina (âmbar) e o gelo (neve)

Garra de ave (Moa) com partes moles preservadas. A preservação ocorreu no interior de uma gruta com atmosfera seca e estéril

Garra de ave (Moa) com partes moles preservadas. A preservação ocorreu no interior de uma gruta com atmosfera seca e estéril

Mamute preservado em gelo descoberto na Sibéria. O gelo interrompe a atividade dos micoorganismos decompositores e retarda a decomposição físico-química

Mamute preservado em gelo descoberto na Sibéria. O gelo interrompe a atividade dos micoorganismos decompositores e retarda a decomposição físico-química

Flor do Miocénico excepcionalmente preservada em sedmentos finos (Folrissant, Colorado, EUA)

Flor do Miocénico excepcionalmente preservada em sedmentos finos (Folrissant, Colorado, EUA)

Mosquito preservado em âmbar. O âmbar isola o organismo do contato como exterior.

Mosquito preservado em âmbar. O âmbar isola o organismo do contato como exterior.

Borboleta preservada em sedimentos finos. É notável o grau de conservação de quase todo o organismo. Miocénico de Florissant, Colorado, EUA

Borboleta preservada em sedimentos finos. É notável o grau de conservação de quase todo o organismo. Miocénico de Florissant, Colorado, EUA

A importância do estudo dos fósseis para a evolução está na possibilidade de conhecermos organismos que viveram em épocas remotas da Terra e muitas vezes sob condições ambientais distintas das encontradas atualmente, o que pode nos fornecer indícios de seu parentesco com as espécies animais.

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~ por biologiafacil em maio 13, 2009.

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