Introdução à ecologia

•julho 17, 2009 • Deixe um comentário

Breve histórico:

  • 1866 – Foi criado o termo ecologia pelo biólogo alemão Ernest Haeckel.
  • 1900 – A ecologia passa a ser estudada como ciência.
  • 1930 – Baseado na educação ambiental surge a ecologia moderna, com duas preocupações: – preservação das espécies e conservação do ambiente.
  • 1957 – O biólogo norte-americano Eugene P. Odum define ecologia como “estrutura e função da natureza”.
  • 1968-1970 – A ecologia passa a ser questão de consciência.
  • 1972 – Ocorreu na Suécia a 1ª Conferência das Nações Unidas sobre o ambiente.
  • 1992/junho – Aconteceu no Rio de Janeiro a 2ª Conferência das Nações Unidas sobre ambiente.
  • 1997 – Projeto de lei Protocolo de Kyoto
  • 2005/fevereiro – Entra em vigor o Protocolo de Kyoto.

Significado da palavra ecologia:

De origem grega ecologia vem de Oikos = casa/ambiente e logos = estudo. Logo, ecologia = estudo do ambiente.

Conceito: Parte da biologia que estuda as relações entre os seres vivos, e entre estes e o ambiente.

  • Espécie: Conjunto de indivíduos com grande número de características comum e que produzem descendentes férteis.

    exemplo de espécie

    exemplo de espécie

População: Conjunto de indivíduos de uma mesma espécie, vivendo em um mesmo local, numa mesma unidade de tempo.

exemplo de população
exemplo de população
  •  Comunidade: Conjunto de populações vivendo em um mesmo local.

    exemplo de comunidade

    exemplo de comunidade

  • Ecossistema: Conjunto de fatores bióticos (seres vivos) e abióticos (não possui vida.  ex: radiação solar, temperatura, umidade, solo).

exemplo de ecossistema
exemplo de ecossistema

 

  • Biosfera: Conjunto de todos os ecossistemas do planeta.

    exemplo de biosfera

    exemplo de biosfera

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Comentários

•junho 26, 2009 • Deixe um comentário

Obrigada por estarem comentando e dando opiniões sobre os conteúdos.

Quanto aos erros, peço desculpas, pois não é só uma pessoa que posta o material aqui para vocês, então às vezes fica difícil percebermos eles, até pela falte de tempo às vezes na hora da postagem. Assim que possível serão corrigidos.

Quanto a ordem da disposição do material, infelizmente não podemos fazer nada, pois o blog é assim mesmo, deixa na ordem da data de postagem, mas para não ficar tão complicado, do lado direito tem uma barra com os tópicos, daí você clica no tópico desejado ao invés de ter que rolar a página ponto desejado.

Biomas

•junho 17, 2009 • 1 Comentário

conceito: região com o mesmo tipo de clima e vegetação, são um conjunto de ecossistemas de mesmo tipo.

Como foi visto em sala de aula, existem vários tipos de bioma. Os vídeos abaixo irão ajudá-los a visualizar o conteúdo de forma mais didática.

Biomas Brasileiros

O Brasil é dono de uma das biodiversidades mais ricas do mundo, possui as maiores reservas de água doce e um terço das florestas tropicais que ainda restam. Estima-se que aqui está uma em cada 10 espécies de plantas ou animais existentes.

Confira abaixo o mapa dos principais biomas da natureza brasileira:

 

Sua opinião!!

•junho 15, 2009 • 4 Comentários

Bem vindos alunos do André Avelino, queremos saber a sua opinião sobre o nosso blog; na verdade o blog é de vocês, então escolhemos os assuntos começando pelas matérias que estão sendo aplicadas em aula de acordo com o livro didático vocês adiquiriram…ok?

Queremos saber de vocês se o conteúdo está sendo colocado no blog de linguagem fácil, e o que vocês esperam dele?

Queremos que vocês também opinem sobre assuntos que poderçao ser postados aqui no nosso blog e que são do interesse de vocês, afinal o vestibular esta aí pertinho ….

Postem a sua opinião que estaremos atendendo e postando no blog os assuntos que vocês tem alguma dificuldade ou dúvida….perguntas também são muito bem vindas ok?

 

Tenham uma boa aula!

A Teoria da seleção natural

•maio 14, 2009 • 1 Comentário
Charles Darwin

Charles Darwin

H. M. S. Beagle

H. M. S. Beagle

Entre dezembro de 1931 e outrubro de 1836 o naturalista inglês Charles Darwin realizou uma viagem ao redor do mundo a bordo do navio H. M. S. Beagle. A viagem do Beagle durou quatro anos e nove meses, dois terços dos quais Darwin esteve em terra firme. Ele estudou uma rica variedade de características geológicas, fósseis, organismos vivos e conheceu muitas pessoas, entre nativos e colonos. Darwin coletou metodicamente um enorme número de espécimes, muitos dos quais novos para a ciência. Isto estabeleceu a sua reputação como um naturalista e fez dele um dos precursores do campo da Ecologia, particularmente a noção de Biocenose. Suas anotações detalhadas mostravam seu dom para a teorização e formaram a base para seus trabalhos posteriores, bem como forneceram visões sociais, políticas e antropológicas sobre as regiões que ele visitou.

Na América do Sul, ele descobriu fósseis de animais extintos como o megaterium e o gliptodonte em camadas que não mostravam quaisquer sinais de catástrofe ou mudanças climáticas. Naquele tempo, ele pensava que aquelas eram espécimes similares às encontradas na África mas, após a sua volta, Richard Owen lhe mostrou que os fósseis encontrados eram mais similares a animais não extintos que viviam na mesma região (preguiças e tatus). Na Argentina, duas espécies de ema viviam em territórios separados mas compartilhavam áreas comuns. Nas ilhas Galápagos, Darwin descobriu que cotovias (mockingbirds) diferiam de uma ilha para outra. Ao retornar à Inglaterra, foi lhe mostrado que o mesmo ocorria com as tartarugas e tentilhões. O rato-canguru e o ornitorrinco, encontrados na Austrália, eram animais tão estranhos que levaram Darwin a pensar que “Um incrédulo… poderia dizer que ‘seguramente dois criadores diferentes estiveram em ação'”. Todas estas observações o deixaram muito intrigado e, na primeira edição de “A Viagem do Beagle”, ele explicou a distribuição das espécies à luz da teoria de Charles Lyell de “centros de criação”. Em edições posteriores, ele já dava indicações de como via a fauna encontrada nas Ilhas Galápagos como evidência para a evolução: “é possível imaginar que algumas espécies de aves neste arquipélago derivam de um número pequeno de espécies de aves encontradas originalmente e que se modificaram para diferentes finalidades”.

Mapa da Rota do Beagle

Mapa da Rota do Beagle

( pra quem se interessar, a viagem do Darwin no Brasil se encontra nesse endereço    http://issuu.com/hbarbas/docs/darwin_beagle1_hbarbas.pdf?mode=embed&documentId=090219162233-81e93f0a1f0b4ae994d87dd179797bd0&layout=grey )

Somente em galápagos existe uma espécie de iguana marinha que mergulha na água para se alimentar de algas e existem certas espécies de jabutis gigantes que chegam a ter mais de 100kg de massa corpórea.

As aves de Galápagos foram de grande importância para o desenvolvimento da teoria de Darwin sobre a atuação da seleção natural na especiação. Ele ficou impressionado com as espécies de tentilhão (pássaros da Família Fringillidae) que ocorrem nas diferentes ilhas. A semelhança entre essas espécies levou Darwin a supor que todas elas se diferenciaram a partir de um grupo ancestral comum, que teria migrado, há muito tempo, do continente para essas ilhas e que, por seleção natural, teriam se adaptado a diferentes modos de vida, dando origem ás diferentes espécies.

Quatro espécies diferentes de tentilhões da ilha de Galápagos

Quatro espécies diferentes de tentilhões da ilha de Galápagos

A influência de Thomas Malthus

Após cinco anos, em 1938, Darwin retornou à Inglaterra e iniciou seu trabalho de organização das informações obtidas durante a viagem. De suas observações três pareceram a ele particularmente importantes: as variações apresentadas por indivíduos de uma mesma espécie; as semelhanças entre indivíduos de espécies diferentes que vivem em regiões muito próximas; e a semelhança entre fósseis que encontrou e espécies atuais.

Os estudos de Darwin progrediram após a leitura de um trabalho, publicado em 1798, por Thomas Malthus (1766-1834) denominado “Um Ensaio sobre a Teoria da População”. De acordo com Malthus a população tende a crescer mais rapidamente que a quantidade de alimentos que necessita para sobreviver. Em outras palavras, enquanto a população cresce em progressão geométrica, os alimentos crescem em progressão aritmética. A desproporção decorrente deste fato gera uma situação assustadora com conseqüências como a fome, doenças e guerras entre povos.

Inteirado sobre as idéias de Malthus, Darwin imediatamente aplicou-as aos animais e vegetais. A partir daí trabalhou por duas décadas em sua teoria que foi anunciada pela primeira vez em 1858 e finalmente terminada em 1859 quando publicou o livro “A Origem das Espécies”.

A origem das espécies

A origem das espécies

Nesse livro, Darwin apresenta evidências abundantes da evolução das espécies, mostrando que a diversidade biológica é o resultado de um processo de descendência com modificação, onde os organismos vivos se adaptam gradualmente através da seleção natural e as espécies se ramificam sucessivamente a partir de formas ancestrais, como os galhos de uma grande árvore: a árvore da vida.

A primeira edição, publicada pela editora de John Murray em Londres no dia 24 de Novembro de 1859 com tiragem de 1.250 exemplares, esgotou-se no mesmo dia, criando uma controvérsia que ultrapassou o âmbito acadêmico. Um exemplar da primeira edição atinge hoje mais de 50 mil dólares em leilão.

A proposta de Darwin, que as espécies se originam por processos inteiramente naturais, contradiz a crença religiosa na criação divina, tal como é apresentada na Bíblia, no livro de Gênesis. As discussões que o livro desencadeou se disseminaram rapidamente entre o público, criando o primeiro debate científico internacional da história.

Apesar das curiosidades, o livro A origem das espécies apresenta duas idéias centrais:

  • todos os organismos descendem,com modificações, de ancestrais comuns;
  • o principal agente de modificações é a ação da seleção natural sobre as variações individuais.

Na primeira idéia Darwin contestava a imutabilidade das espécies, reunindo argumentos com base em estudos de fósseis, da distribuição geográfica das espécies, da anatomia e da embriologia comparada e da modificação dos organismos domesticados. Neste último caso ele se referia à seleção artificial realizada pelo ser humano, dando origem, por exemplo, às diferentes raças de cães e gatos.

Para a segunda idéia Darwin argumentava que os organismos mais bem adaptados ao meio tem maiores chances de sobrevivência, deixando um número maior de descendentes. Esses organismos são, portanto, naturalmente selecionados pelo ambiente. O contrário ocorre com os organismos menos adaptados ao meio.

Darwin admitia que os organismos de uma população não são idênticos entre si, apresentando variações em todos os caracteres. Essas variações é que tornam os indivíduos mais adaptados ou menos adaptados ao meio em que vivem.

Na natureza, os recursos são limitados e por isso são disputados pelos organismos, vencendo os que possuem o conjunto de características mais vantajosas para as condições daquele meio. Esse fato que mantém o número de indivíduos de uma população mais ou menos constante. Os organismos com características vantajosas tem, portanto, mais chances de sobreviver e se reproduzir, passando essas características aos descendentes. Com o tempo essa população vai se modificando, ou seja, vai evoluindo por seleção natural.

Do mesmo modo que Lamarck e Wallace, Darwin também não conseguiu explicar satisfatóriamente a origem da variabilidade nas populações, nem como as características são transmitidas ao longo das gerações.

Com o reconhecimento dos trabalhos de Mendel, em 1900, começaram a surgir explicações sobre os mecanismos de herança. A Genética ganhou, então, grande impulso, e com ela desenvolveram-se os estudos que buscam explicar os mecanismos da evolução das espécies.

As idéias de Lamarck

•maio 13, 2009 • Deixe um comentário
Jean Baptiste Lamarck.

Jean Baptiste Lamarck.

Lamarck, naturalista francês, foi o primeiro a propor uma teoria sistemática da evolução. Sua teoria foi publicada em 1809, no livro Filosofia zoológica.

Ele dizia que formas de vida mais simples surgem a partir da matéria inanimada por geração espontânea e progridem a um estágio de maior complexidade e perfeição. Em sua teoria, Lamarck sustentou que a progressão dos organismos era guiada pelo meio ambiente: se o ambiente sofre modificações, os organismos procuram adaptar-se a ele.

Nesse processo de adaptação, um ou mais órgãos são mais usados do que outros. O uso ou o desuso dos diferentes órgãos alterariam características para as próximas gerações. Assim, ao longo do tempo os organismos se modificariam, podendo dar origem a novas espécies.

Segundo Lamarck, portanto, o princípio evolutivo estaria baseado em duas leis fundamentais:

Lei do uso ou desuso: No processo de adaptação ao meio, o uso de determinadas partes do corpo do organismo faz com que elas se desenvolvam e o desuso faz com que se atrofiem.  Um dos exemplos mais conhecidos é o do pescoço da girafa. Segundo Lamarck, as girafas com pescoço comprido, eram descendentes de girafas ancestrais que provavelmente tinham pescoço curto, mas, com a necessidade de alcançar alimentos (folhagens das árvores), tinham que esticar o pescoço, e, com isso, o pescoço alongou-se. E essa característica adquirida foi transmitida aos seus descendentes, originando as atuais girafas de pescoço longo.Portanto, pelo uso e desuso da característica, e sua transmissão aos descendentes, ocorreu a evolução das espécies. E quando o organismo não necessita do órgão o mesmo se atrofia.A lei do uso e desuso ficou conhecida como a primeira lei de Lamarck

Segundo Lamarck as girafas desenvolveram o pescoço em busca de alimento segundo a primeira lei de Lamarck, a lei do uso ou desuso

Segundo Lamarck as girafas desenvolveram o pescoço em busca de alimento segundo a primeira lei de Lamarck, a lei do uso ou desuso

Lei da transmissão dos caracteres adquiridos: A segunda lei supõe que as características adquiridas pelo uso (ou atrofiadas pelo desuso) são transmitidas de geração a geração; é a lei da transmissão dos caracteres adquiridos. Sabemos hoje que as variações entre indivíduos depende da informação genética e que somente essas informações e as mutações dos genes podem ser transmitidas a uma geração seguinte. O biólogo alemão Weissman(1868 a 1876) conseguiu refutar as Leis de Lamarck:cortou a cauda de ratos durante várias gerações, e os seus filhotes continuavam a nascer com cauda. Por esse experimento, Weissman provou que essa característica adquirida pelos ratos-ausência de cauda-não foi transmitida a outras gerações.

Na época, as idéias de Lamarck foram rejeitadas, não porque falavam na herança das características adquiridas, mas por falarem em evolução. Não se sabia nada sobre herança genética e acreditava-se que as espécies eram imutáveis. Somente muito mais tarde os cientistas puderam contestar a herança dos caracteres adquiridos. Uma pessoa que pratica atividade física terá musculatura mais desenvolvida, mas essa condição não é transmitida aos seus descendentes.

Mesmo estando enganado quanto às suas interpretações, Lamarck merece ser respeitado, pois for o primeiro cientista a questionar o fixismo e defender idéias sobre evolução. Ele introduziu também o concito da adaptação do organismo ao meio, muito importante para o entendimento da evolução.

Agora vamos ver um pequeno resumo sobre as Leis de Lamarck e também sobre as teorias do fixismo e de Charles Darwin. (esse mesmo vídeo será repetido quando vermos o darwinismo ok?)

outro vídeo sobre o assunto de uma forma bem resumida que você aluno também pode estar desenvolvendo o seu!


Evidências moleculares

•maio 13, 2009 • Deixe um comentário

Sabemos que todos os organismos com estrutura celular possuem como material genético o DVA e que os genes são trechos dessas moléculas de DNA transcritos em moléculas de RNA que podem ser traduzidos em proteínas. Portanto, o DNA, e o RNA e as proteínas são moléculas presentes em todos os seres vivos desde que eles surgiram na Terra.

Modificações nessas moléculas foram fundamentais no processo da evolução e permitiram a grande diversificação dos seres vivos. Assim, comparando as sequências de bases nitrogenadas do DNA ou do RNA, ou comparando as proteínas de diferentes espécies de seres vivos, podemos estabelecer o grau de proximidade entre essas espécies. Isso significa que podemos estabelecer o grau de parentesco evolutivo entre elas.

Quanto maior for a semelhança nas sequências das bases nitrogenadas dos ácidos nucléicos, ou quanto maior a semelhança entre as proteínas dessas espécies, maior será a proximidade evolutiva entre elas. Assim é que a molécula de hemoglobina (pigmento sanguíneo) é formada pelos mesmos aminoácidos no homem e no chimpanzé; já a do gorila tem um aminoácido diferente do homem e a do cão tem 15.

mas um vídeo para destrair 🙂 …tenham uma boa semana!